Wednesday, February 15, 2006

"Someone must've cursed me with invisibility to the eyes of another..."

Se o que eu escrevo é mera sombra..
..Que forma poderá ter?

Se o que visualizas mera capa é...
..Então porque teima em não desaparecer?

Saborear o vento... Ao corrente da imaginação...
Olhar o futuro com olhos de ver...
E perceber..
..Que se calhar nem tudo está tão perdido assim.
Pensar que pôr um fim..
Nada mais seria que uma morte lenta...
Pensar que de mim,
Nada seria sem ti.

E tudo avança, enquanto eu, estaticamente, observo..
Atentamente.
E tudo muda, enquanto eu, parado, no meu cantinho, morro.
Lentamente.

E nunca mais ninguem se lembrou do pobre rapaz que um dia lhes deu a mão...
"And lived happily.. Ever after..."

Tuesday, February 14, 2006

Efémero.

Perco-me por entre as letras das palavras
E aparece, mais uma vez, o vazio que me preenche o consciente confuso.
Que vagueia.. Por um passado que se distorce no reflexo das águas em que me vejo...
Algo se aproxima, irradiando o meu ser.
Faz-se sentir com uma leveza que se torna intensamente pesada..
A ânsia renasce.
Fez perecer toda a lógica. Afogada..
..Em todo o Seu esplendor.
E a Dor
Não me deixa ser mais.

O Buraco.

Encontro-me, trancado.
Tranco-me, neste meu estado senil.
Sentado sobre o passado,
Assombrações de cores mil.

Penso no que vivi, no que se passou.
Vivo mais uma vez.. no sonho que não mais voltou...
E acho-me sem sentido, sem direcção.
E passam por mim as horas, e passa por mim a melancolia..
Que me enche a alma, de volta a depressão vazia.

De espírito cadavérico, encontro-me, trancado.
E tranco-me, escravo da falta de vontade.
Tranco-me sobre a verdade...

E TU sabes que mais?

Era tudo tão lindo se ainda fosse real...
Mas nada vive.. Nada morre...
Tudo permanece.. Na indiferença..
..Do sonho perfeito.

Monday, February 13, 2006

Sala de Espelhos

Vivo no meu pensamento...
Vivo nos meus sonhos...
Vivo no passado, vivo no futuro,
Vivo o presente.
Eu vivo em mim...

Quem sou?
Onde vamos?
Quem somos?
Para onde vou?

O que quero?
Vida inconsciente?
Coma aparente?
Só quero acordar...
Parar de sonhar...
De imaginar...

O que sou..
Quem sou..
Para onde vou...

Wednesday, February 08, 2006

Talher

O beijo que eu mais anseio.. É akele que tds tem receio... Nos tira da luz, nos põe na escuridão... Não deixa sentir, não deixa salvação. Mas que salvação será mais pura que a morte..?
O beijo que eu mais anseio... É o da brisa no centeio... Do longínquo vale cm que sonho... E onde por vezes ando... Sem rumo, apenas desejando.. ser feliz.
O letal veneno das palavras, deixa-me sujo. Deixa-me mudo. Sem vontade de ser...
E, sem dizer, sinto tudo. Tudo com que eu alguma vez sonhei, pensando na possibilidade da realidade dos sonhos...

Sonhos... qual o sinificado de tal aberraçao absurda e efémera como a própria vida? Quanto mais teremos de sonhar para chegar ao tal ponto de concretização ambiciosamente desejado? Qual o significado de todas aquelas conjurações de recordações imaginárias do futuro? Não passam de alucinações.. Alucinações narcisistas i egocêntricas como só ele pode ser...
Não poss viver... Não mais.. Neste mundo de sonhos sem porquê..
Neste mundo de convicções, sem ver, porém... A neblina que vem, além...

Monday, February 06, 2006

...

Sou invisível..
Sou invisível, intocável como o ar que sustenho, e transforma os trejeitos do mundo,
Me deixa aparte, bem no fundo..
Das gavetas severamente mutiladas pela vontade sem querer, da memória..
História sórdida das verdades que aleijam o ja magoado mentiroso..
O aperto no peito saudoso..
Do que foi, o que é..
Egoísta desprezado, ja errei,
Agora morro, afogado..
Na minha caixinha de recordações.

Friday, February 03, 2006

As respostas sem pergunta...

A incerteza do momento..
É a incerteza das incertezas..
A incerteza que o vento
Chia mágoas e tristezas
Voz de um qualquer coração..
A incerteza certamente..
Um caminho.. Presente numa opção..
Certo ou errado
Sentimento alado
Duas faces na mão..
Tristes choram
Anjos e demónios
Infortúnios.. Uma canção...
Irrequieto ponteiro, estático...
Encontro-me no reflexo
Das aguas no chão..
Anciãos e deuses,
Riem-se destes
Dois tristes em vão...

Memórias...

Longe, lugar distante
Nobre viandante
Desconhecido da razão
Aparência ilusória
Visão elucidada
A cicatriz marcada
Pelos erros de outrora
Embora.. Fora de si
O sangue que chora
O poço, a nora,
Puxam a Vida.
Sugam. E lutam,
Todos aqueles sinónimos
Todos erros insólitos...
Mentiras verdadeiras
Sucumbem perante ti.
Caem, morrem, matam.
Revelam-se.
Tudo ao alcance dos teus olhos..
Diante, o meu mundo
Distorcido,
Pelas palavras que vomito
É o caos, é a luz, é o dilema.
O eterno, impossível problema...
Esquecido, deitado fora.. Para dentro de mim.

"Quando consegues o que queres,
Será que ainda queres o que conseguiste?..."

Perdido na Incógnita

(...) A distância k nos unia...
É agora a que nos separa
Olhos perdidos, coração
Que no chão
Chora.
Rasgado como folha de papel
Pondera, sob o céu
Que nunca mais será o mesmo..
A infinidade assola a alma
Atormenta o espírito
Do que deseja.
Não mais
Tormento cíclico,
Ausente cínico,
Tenta não lembrar
Do poço fundo, não sai.
Tenta apanhar
A lágrima que cai...
Assim é o hoje, talvez o amanhã..

..A descontínua rotina de uma mentalidade insane
Provocada por chamadas de quem não realmente chame(...)